Será que você gosta mesmo de amor intenso?

Já ouvi várias pessoas dizerem: “Gosto dos meus relacionamentos como café, quente e forte…”. Eu sempre achei isso estranho, porque café quente queima a boca. Você precisa esperar esfriar para ser bebível, e a maioria das pessoas ainda coloca açúcar ou outra coisa para mascarar o sabor ou o amargor. Aí eu fico pensando: será que gostam mesmo de café ou só da ideia dele? E será que é assim também com os relacionamentos?

Relacionamento, pra mim, tem que ser morno. Sim, morno.
E não confunda morno com indiferente ou gelado, não estou falando de apatia aqui. Tem que ser gostoso, confortável.

Quase como uma piscina morninha…
Aquela que te convida a entrar pra se refrescar num dia quente, mas que também consegue te aquecer num dia frio. Não sei se foi a melhor analogia, mas ainda acho melhor que a do café.

Pra mim, relacionamentos não podem ser ardentes. Ardentes devem ser as paixões.
Paixões são intensas, estonteantes, pegam fogo… mas geralmente terminam do mesmo jeito que começam: rápido, consumidas por tudo.

Não estou dizendo que um relacionamento deve ser sem paixão. A paixão faz parte, sim, mas como complemento, como aquele toque final.

Eu sempre pensei que quero meus relacionamentos como meu chocolate: docinho, morno e agradável. Algo que eu posso aproveitar com calma, sem me queimar.

Acho que muita gente busca aquela intensidade da paixão inicial o tempo todo e, por isso, os relacionamentos acabam parecendo “tediosos”. Mas talvez “tedioso” não seja a melhor palavra, e sim tranquilo. Relacionamento não tem que causar adrenalina o tempo todo, aquele frio na barriga constante. Essa intensidade contínua chega a ser perigosa.

Amor morno não significa falta de emoção. Não significa ausência de sentimento. Significa não viver em extremos, não ter tantos altos e baixos, mas sim constância.

Você não vai sempre doar 50% e a outra pessoa os outros 50%. Às vezes você se doa mais, às vezes o outro se doa mais. O importante é encontrar o equilíbrio.

E, mais do que isso, saber ajustar: esquentar quando precisa e acalmar quando tudo estiver intenso demais.

A vida me trouxe várias surpresas nos últimos anos: casei, mudei de emprego, mudei de planos e me renovei. Vivi paixões e, hoje, tenho meu amor morno.
Com esse relacionamento, aprendi a ser mais pé no chão, a buscar equilíbrio e a valorizar a tranquilidade. Como é bom ter um relacionamento saudável. Não é fácil, longe disso…

Mas é gostoso. Não sei se vai durar para sempre, mas vou me esforçar para que dure. Porque relacionamentos são assim: uma busca constante pela temperatura certa, esquentando e esfriando quando necessário.

E você, já parou pra pensar como gosta dos seus relacionamentos?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *